Fundação Hospitalar da Mata Atlântica: do fechamento a expansão em 4 anos

Mesmo enfrentando uma constante e árdua batalha financeira para se manter aberta, a atual fase da Fundação Hospitalar da Mata Atlântica é de implementação de novos serviços e de ampliação do acesso da população à entidade, que atende diversos municípios da região. “Construímos o Centro de Fisioterapia e somos o único hospital do Estado com Pilates pelo SUS. Também estamos construindo uma Maternidade com 10 leitos de partos, mais  12 leitos de enfermaria, além de um Centro de Recuperação de Anestesia.  Mas ainda temos que melhorar  e já estamos cuidando da estrutura física, das enfermarias e do sistema de climatização”, analisa Dr. Almir Gonçalves, superintendente médico da FHMA.

 

“Hoje vemos alguns agentes políticos, que deveriam juntar esforços em prol da manutenção e melhoria da Fundação, levantando bandeira e criando campanha para denegrir a instituição, talvez por não recordarem ou não compartilharem do medo e dos transtornos causados a população regional por ver em 2013 o único hospital da cidade de portas fechadas por 7 meses. Para se ter uma dimensão do que isso representa, (após  muita negociação para reabertura da Fundação Hospitalar, envolvendo na época todo o acompanhamento do Ministério Público e empenho do CIMA, Governo do Estado, o então Secretário de Saúde Jorge Solla e a atual gestão e conselho da FHMA), em 7 meses de Cirurgias o Fundação Realizou 836 Cirurgias Eletivas das quais 73 %  (608 pacientes) eram de Camacã, rebatendo a idéia equivocada e caluniosa de que a Fundação não atende a população de Camacã, do impressionante numero de 50.459, pessoas atendidas em 2017,  29.601  eram pessoas Camacã”, conclui Dr. Almir.

Avanços

Em Julho, a Fundação Hospitalar lançou um moderno site, no qual os usuários podem conhecer o corpo de funcionários, fazer pré-agendamento de exames e consultas e também fazer reclamações através do portal. “Criamos o serviço de ouvidoria. Os usuários podem, pelo próprio site, ou através do telefone, tirar dúvidas, fazer críticas ou reclamações e acessar o nosso whatsapp e conversar com nossos atendentes”. Ressalta ainda que conta com a colaboração da população, que é a principal beneficiada com esse serviço. Na ouvidoria as reclamações devem ser rigorosamente registradas apuradas e ao final da apuração o reclamante deve ser informado das medidas adotadas pela instituição.

Portal da Transparência

A Fundação está implementando o Portal da Transparência, para promover acesso amplo e objetivo aos dados da aplicação dos recursos públicos. “Os cidadãos poderão acompanhar a gestão das finanças da administração direta e indireta por meio das seções sobre despesa e receita. Assim, é possível acompanhar a destinação dos recursos arrecadados, provenientes em grande parte dos impostos pagos pelos contribuintes”, disse Almir.

Nossa Fundação

Em junho deste ano, a FHMA lançou um novo projeto que está levando atendimento médico a diversos locais do município e que deve se estender a várias cidade da região do CIMA – Consórcio Intermunicipal da Mata Atlântica. A edição inaugural do projeto “Fundação Itinerante”, foi o distrito de Leoventura – Camacã. A ação atendeu mais de 260 pacientes e agendou cerca de 60 atendimentos. Na próxima sexta-feira, 31, data de aniversário de Camacã, a a FHMA irá realizar mais uma feira da saúde. “Estamos ampliando e facilitando o acesso das pessoas que moram em bairros mais distantes, aos serviços de saúde da Nossa Fundação”, finalizou o médico.

 

 

Pagamentos

“Somos a única instituição pública da região que não tem verba pré-fixada. Só recebemos pelo que produzimos. A parte hospitalar e ambulatorial recebemos com  60 dias e a parte cirúrgica só recebemos com 90 dias. Daí a nossa dificuldade em pagar os salários dos funcionários a cada 30 dias, pois só recebemos com 60 ou 90 dias, então, é uma conta impossível de fechar.”, explica Almir.

Dr. Almir compara a situação da FHMA com a Santa Casa de Itabuna que tem uma dívida muito superior, de cerca de R$ 156 milhões, mas conseguiu o refiz. “Não conseguimos porque não devemos nada a bancos. É uma dívida tributária das gestões anteriores”.

“Para que a população tenha uma idéia da nossa dificuldade, o Hospital São Lucas de Itabuna tem 50 leitos, só dois a mais que a Fundação, mas recebe mensalmente a quantia pré-fixada de R$ 750 mil, independente do seu volume de atendimento. Nós não recebemos um centavo pré-fixado, nem do Estado nem de nenhum município. Só recebemos por aquilo que produzimos, atendendo uma tabela que define, quais e quantos procedimentos podem ser atendidos, como expliquei, esses valores só caem na conta da Fundação, com 60 ou 90 dias depois dos serviços prestados. Essa é a nossa maior dificuldade.

 

Recursos deficitários

Apesar de comemorar os avanços, Dr. Almir reconhece as dificuldades enfrentadas pela entidade e, rebatendo críticas do ‘meio político’, ressalta que a Fundação não tem dívidas com bancos. “Sei que tem vereador que fala sobre a dívida da Fundação como se fosse algo novo. Quando assumimos em 2014, a Fundação estava fechada por uma série de problemas. A dívida da Fundação é a que já existia quando recebemos. Herdamos essa dívida. Negociamos as dívidas de água e energia e estamos pagando. Mas, a dívida antiga, que é tributária continua. Mas a Fundação não deve nada a bancos nem criou outras dívidas”, garante.

 

Negociação

Atualmente, os gestores da Fundação buscam um valor pré-fixado junto ao Estado, que cubra custos básicos da entidade. “Lutamos por um valor pré-fixado que nos garanta a folha dos funcionários com os 13ºs, mais uma parcela da dívida tributária a ser definido pela Receita Federal, mais um valor das parcelas trabalhistas a ser definido pelo Juiz Trabalhista, num total de cerca de 120 mil/mês”, conta.

Author Info

nossafhma

No Comments

Post a Comment